
Cá estou eu. Do meu lado direito tenho um céu azul. O Sol brilha enquanto fecho os olhos com toda a força apontando na sua direcção e sinto-o aquecer-me o corpo e dourar-me o cabelo. Do lado esquerdo o céu é cor-de-rosa. É bonito, devo dizer. As nuvens bailam e vão formando outras novas e mais bonitas. Não sei que lado escolher: se o que me aquece e conforta, se o que baila e me faz sorrir. Tu, paciente e carinhosamente, seguras a minha mão enquanto tomo uma decisão. “Não vais pelo lado cinzento outra vez” dizes tu com a minha mão ainda apertada na tua. Não quero ter de escolher. Para nós devia haver um meio-termo. Já imaginaste de que cor seria? Podíamos dançar e sorrir até de manhã, e no fim, quando já estivéssemos a cair de tanta felicidade, optávamos pelo azul para nos aquecer e confortar. Só assim estaríamos lá no dia seguinte e a poder sorrir de novo. Hoje, o céu está amarelo e já não me seguras a mão. Achas que, ainda assim, deva sair de casa?













