sábado, 2 de fevereiro de 2008

Ladrãzinho


Respirei fundo.
Parti.
Quis voar para um lugar desconhecido.
Um lugar onde tu não existisses e não me atormentasses a toda a hora.
Onde a tua imagem estivesse distante.
Até o prazer de te olhar me tiraste.
Roubaste-me cada pedacinho de sonho, de nuvem colorida.
Roubaste-me o sorriso e teimas em não mo devolver.
Guarda-lo contigo e esconde-lo muito bem escondido.
Não sei para que o queres.
Não te chega o teu que raramente usas?
Roubaste-me a alegria.
Roubaste e não queres devolver.
Porque não ficaste silencioso naquele dia como da outra vez?
Como da vez que eu precisava?
Porque teimaste em falar e falar e falar e levar-me pouco a pouco o resto de sorriso que me restava?
É por prazer que o fazes?
Por felicidade?
Até o brilho do olhar me roubaste.
Não tens vergonha, seu ladrãozinho?
Agora, por favor, devolve-me tudo!
O sonho.
A nuvem colorida.
O sorriso.
A alegria.
O silêncio
O brilho no olhar.
E, se não for pedir demasiado, devolve-me a vontade de te ver. Por favor!

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