sábado, 22 de dezembro de 2007

Dependo de ti


Consigo sentir os teus passos velozes mesmo atrás de mim.
Ouço a tua respiração ofegante.
Continuo a correr.
Corro sem rumo.
Corro como se fugisse de algo.
Como se fugisse de ti.
O caminho parece não mais ter fim apesar da velocidade com que se multiplicam os meus passos.
Não sei porque fujo.
Não sei do que fujo.
Só sei que não quero que me apanhes nesta corrida e que me passes para segundo lugar como tens feito até agora.
Porque tudo não tem passado de uma corrida não é?
No final, um de nós vai ganhar e outro perderá.
É tão previsível!
No fundo sei que não vai adiantar continuar a correr.
No final, no último instante vais cortar a meta e ter a última palavra.
Dependo de ti.
Da tua escolha.

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