sábado, 24 de novembro de 2007

Esperança


O meu olhar andava perdido por todos os cantos daquela rua.
Ansiava ver-te.
Mesmo sabendo que não era possível e que não ias lá estar.
Há muito que já tinhas ido, mas a minha esperança de te ver continuava.
Firme como da primeira vez. Firme como no primeiro olhar.
Não consegui, ainda, perceber o que realmente sinto.
Aquilo que realmente me fazes sentir.
Não sei, mas talvez seja melhor assim.
O teu sussurrar faz-me desejar compreender-te, sentir-te de uma forma tão minha que ninguém mais seja capaz de o entender.
Gostava que o teu sorriso fosse tão insistente como aqueles que me provocas.
Que o teu olhar tivesse o mesmo significado que o meu, ainda que disfarçado.
Tenho esperança.
A esperança de que um dia me vais deixar compreender-te, sentir-te.
Porque nessa altura já nada mais me faltará.
O teu sorriso vai ser suficiente.

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