sábado, 27 de novembro de 2010


E quando encontramos alguém demasiado parecido com o que julgamos perfeito?














Continua a não ser ELE.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Carimbos

Dei 1500 voltas à cabeça na tentativa de encontrar a melhor forma de começar. Não encontrei solução. Sei exactamente daquilo que quero falar mas não sei como o fazer. Vou tentar. Já aqui tinha dito que há pessoas que nos marcam. Que nos carimbam a alma com um gesto, uma palavra, e ficam.Ficam para sempre. Ao nosso lado, muitas vezes sem nos apercebermos e caíndo no erro de as tomarmos como garantidas. Há ainda aquelas que vão para além disso. Que encaixam em cada pedacinho de nós na perfeição. Que nos completam as frases e lêem o pensamento. Se conseguem rir da nossa piada mais sem sentido e chamar-nos à razão no momento mais sério. Felizmente, vivo rodeada de gente que me dá sentido. Sinto que tenho as pessoas da minha vida, aquelas com quem quero envelhecer.
Por outro lado, quando achamos ter alguém que nos completa tanto, a outro nível,quando sentimos que aquela é a nossa pessoa, a que faz o nosso coração saltitar, a que nos faz brilhar o olhar e nos provoca o maior sorriso que alguma vez conhecemos em nós, mesmo com o passar dos anos, torna-se difícil deixar alguém entrar. Não queremos preencher um lugar que já tem dono, embora na verdade não esteja ocupado. E apesar de alguém, um dia, poder chegar à designação de especial, não será mais do que isso. Porque a nossa história, a nossa pessoa, já apareceu. Já é um bocadinho nossa. E os seus abraços. E o seu sorriso. É meu por isso. Não é díficil de perceber, pois não?

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Podia ter sido eu a escrever.

"Por vezes aparecem pessoas que nos vão envolvendo devagarinho, não sei se consciente ou inconscientemente, mas, como quem não quer a coisa, nos vão cozinhando em banho-maria, uma pitada de sal aqui, uma de pimenta ali, umas ervas ou especiarias acolá, e assim nos vão mantendo, sempre sem levantar fervura, nada explícito, nada concreto, só leves sugestões e ambiguidades, enquanto decidem se sim se sopas. E depois lá decidem e apagam o lume, e uma pessoa fica ali a boiar, mal passada, sem perceber muito bem o que aconteceu, que estava tão sossegadinha no seu canto, para que a foram desassossegar,duvindado de si, da sua lucidez, se terá interpretado mal,se era fantasia,se terá imaginado tudo,se era só coisa da sua cabeça. Depois, claro, é deixar arrefecer, voltar ao normal, temperatura ambiente, pois, sim, amigos como antes, reset, que afinal nem sequer há certezas que justifiquem mais explicações. A incomodar só fica mesmo a puta da dúvida: não era da minha cabeça, pois não?"

in Crónicas das horas perdidas (www.horas-perdidas.blogspot.com)